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Como usar a rotina para ensinar matemática a crianças pequenas

O conhecimento de números não ocorre de forma inata, empírica, por intuição ou pela observação, apenas. A criança leva alguns anos para compreender seu funcionamento e isso não acontecerá antes dos cinco anos. Associar um signo ao seu nome ou decorar a ordem numérica após muitas repetições são processos diferentes da compreensão do número e de sua lógica.


É muito importante ter em mente que errar é parte importante do processo e levará a criança a aprender! Não é necessário corrigi-la a cada erro e se ela não estiver interessada, mude a estratégia ou aguarde um momento melhor, mas não empurre informações. Será em vão!


A compreensão de número deve ser estimulada de forma leve, em situações cotidianas, em jogos e brincadeiras, onde a criança chegará sozinha a respostas que considerar importantes para ela.


Seguem algumas formas de estimular o raciocínio lógico em casa, mesmo com crianças pequenas:


  • Solicite ajuda da criança na hora de botar a mesa, por exemplo. Mas em vez de pedir “Coloque 4 garfos”, diga “Coloque um garfo para cada pessoa. E deixe que ela se esforce para associar as quantidades que deve buscar. É comum que esqueça de se contar e nessas situações, apenas pergunte “Será que ninguém vai ficar sem?”


  • Leve-a a comparar tamanhos: “Qual é a maior maçã do cesto? E a menor?” ou “Qual caminho do jogo parece mais rápido?” Ser capaz de analisar as dimensões é fundamental para se compreender muitos conceitos que estão por vir.


  • Durante as brincadeiras e na hora de guardar, estimule a divisão por grupos e use diferentes conceitos classificatórios. Peça para que ela escolha um conceito para organizar, também! “Nesta caixa vamos guardar todos os legos azuis.” ou “Aqui podemos colocar todos os brinquedos peludinhos.”


O autoritarismo, que impõe respostas certas, tira muitas oportunidades da criança desenvolver a habilidade de raciocinar logicamente, de criar argumentos, de buscar respostas e de tentar entender os “porquês” e “comos” que a levarão a aprender. Deixam a criança insegura e com sensação de incapacidade.



Estimular a curiosidade que a levará a descobertas e conquistas trará autonomia de pensamento e interesse pelo mundo que a cerca.


E ao final de cada resposta, certa ou errada, vem a validação: “Gostei muito do seu empenho em buscar a melhor resposta.” ou algo como “Vejo que você não tem preguiça de pensar e gosta de aprender.”

Estes serão os primeiros grandes passos matemáticos que o levarão longe!


Ana Schmid

Neuroeducadora, Psicopedagoga, Terapeuta, PNL, Professora de Inglês, Espanhol e Artes Mãe da Luna e do João

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